domingo, 1 de abril de 2007

Entre o proibido e o permitido, mais vazios de poder

Em toda empresa como na maioria das instituições e organismos do mundo corporativo sabemos o que pode e o que não pode ser feito. Ninguém nos fala sobre isso, mas sabemos. São regras não escritas, na maioria das vezes nem declaradas, mas que todos sabemos. Por puro bom-senso, sentido coletivo ou intuição, sabemos praticamente tudo que não se deve fazer numa empresa.

Mas o problema começa quando começamos a pensar sobre o que deve ser feito. As descrições, os cargos e os organogramas não conseguem nem chegar perto de descrever tudo que deveríamos fazer para gerar valor à empresa. Mas este não é o único aspecto a ser considerado. Além dos vazios entre os cargos, existe a sombra entre os limites do permitido e do proibido. E aí, entre o "Não deve" e o "Deve" que surge o "Talvez possa ser feito". É nesse território, o do opcional, entre o permitido e o proibido que existem enormes vazios a serem ocupados. É aí que as estrelas trabalham. É aí que elas legitimam o seu poder, gerando valor onde ninguém sabia que podia.

Reflita agora se aquela idéia que não deslancha não pode estar parada justamente por isso: porque ninguém entendeu de quem é a responsabilidade ou porque ninguém sabe se pode fazer. Pode ser um problema. Pode ser sua grande oportunidade.

Um comentário:

Alessandro disse...

Acho que essa inércia do brasileiro médio tem muito a ver com a própria noção de empregabilidade. Tem muita gente que ainda acha que o seu valor profissional reside na empresa que trabalha e não em si mesmo.
É claro que fica mais confortável ficar na esperança (de esperar, mesmo) de que alguma melancia se mexa na carroça do que buscar e se comprometer com estes vazios de poder.
O que muitos ainda não se deram conta é que são nesses hiatos corporativos que sua empregabilidade se solidifica.
Ou você nunca ouviu de algum líder a máxima: "prefiro segurar um louco do que puxar um conservador"?